ENDOCRINOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
Atualmente, a idade média dos seres humanos está entre 75 e 78 anos. Nas próximas duas décadas, deve elevar-se para 85 anos. Ainda não se sabe se esses anos adicionais serão satisfatórios, mesmo que os dados indiquem um ganho modesto do número de anos saudáveis de vida. Após os 70 anos de idade, aumenta consideravelmente o número de dias de atividades restritas, a quantidade de admissões nos hospitais e a assistência médica domiciliar. Pesquisas indicam que o número de pessoas requerendo assistência nas atividades do dia-a-dia aumenta de 14%, em pessoas com 65 a 75 anos, para 45% nos maiores de 85 anos.
Envelhecimento e Fragilidade Física
Durante a vida adulta, todas as funções fisiológicas declinam gradualmente. A capacidade de síntese de proteínas diminui, assim como as funções imunológicas, ocorre o aumento da massa gorda, a perda de força e de massa muscular e vem a diminuição da densidade de cálcio nos ossos. A maioria dos que alcançam idade avançada irá morrer de arteriosclerose, câncer ou demência, mas, com o aumento do número de idosos saudáveis, a perda da força muscular é um fator que limita as chances de viver uma vida dependente.
O avanço da idade é caracterizado por fraqueza generalizada, mobilidade e equilíbrio debilitado e pouca tolerância. Na faixa etária em questão, esse estado é chamado de fragilidade física, que é definido como "um estado de reservas fisiológicas reduzidas, associado a um aumento da susceptibilidade para a incapacidade". Isso ocasiona quedas, fraturas, debilidade nas atividades do dia-a-dia e perda da independência.
A perda da força muscular é um fator importante no processo de fragilidade. Tal fraqueza pode ser causada pelo envelhecimento das fibras musculares e suas enervações, osteoartrite e doenças debilitantes em geral. Contudo, o estilo de vida sedentário e a diminuição da atividade física também são determinantes.
Um estudo com 100 idosos frágeis, com assistência domiciliar (média de 87 anos), mostrou que diminuta massa muscular e força estão intimamente relacionadas. Exercícios de resistência supervisionados (por 45 minutos, três vezes por semana durante 10 semanas) duplicam a força muscular, melhorando a velocidade na caminhada e a capacidade de subir escadas. Isso demonstra que a fragilidade dos velhos não é um efeito irreversível do envelhecimento e da enfermidade, mas pode ser reduzido e até prevenido. Estudos realizados mostraram que a potência do músculo extensor da perna de 400 idosos (homens que vivem independentes) variou amplamente. Prevenção de fragilidade somente será conseguida com exercícios. Contudo, exercícios são difíceis de serem executados na rotina diária da população idosa, e o grau de abandono ao programa de exercícios é muito alto.
Parte do processo de envelhecimento que afeta a composição corporal (perda do tamanho e força muscular, perda óssea, e acréscimo de massa gorda) também está relacionado com mudanças no sistema endócrino. Aqui, nós analisamos o recente conhecimento acerca dos efeitos de um longo período terapêutico de reposição hormonal sobre a composição corporal, a arteriosclerose, a formação do câncer e as funções cognitivas.
